terça-feira, 31 de julho de 2018

DEsvendando a Maçonaria


“A lenda cor-de-rosa” da Maçonaria insiste em afirmar que esta não passa de uma sociedade discreta (não secreta) guiada por princípios filantrópicos e que a pertença à mesma não entra em conflito com a afiliação em qualquer confissão religiosa, seja ela o catolicismo, o islamismo, ou qualquer igreja evangélica.
             A realidade histórica é, então, muito diferente. É certo que, ao longo da história, tem havido católicos, muçulmanos e inclusive protestantes maçons, mas a incompatibilidade entre as crenças das lojas e os conteúdos da Bíblia é evidente.
            No presente trabalho, iremos nos ocupar de maneira precisa de um aspecto, a nosso ver, essencial: o papel representado pela maçonaria no reflorescer do ocultismo contemporâneo.
            A Maçonaria contou, desde a sua fundação, com um conteúdo acentuadamente gnóstico. É certo que, para não poucos maçons, esta circunstância se torna um tanto embaraçosa na atualidade.
             Os fatos, no entanto, não se podem negar, desde as primeiras obras da Maçonaria até aos escritos de autores maçons do século XX.
             É precisamente este caráter gnóstico, secreto, ocultista, que exige um processo de iniciação para nele ingressar, que explica, pelo menos em parte, a enorme importância que a Maçonaria tem tido no reflorescer do ocultismo nos últimos séculos, até ao ponto que não é exagerado dizer que este não se podia ter se dado sem aquela.
             Sem dúvida, um dos casos mais significativos a este respeito é o de Albert Pike, uma das figuras mais importantes da Maçonaria do século XIX.
            Albert Pike nasceu no dia 29 de Dezembro de 1809, em Boston. Estudou em Harvard e foi general de brigada no exército confederado durante a guerra da Secessão dos EUA. No final do conflito, Pike foi condenado por traição e preso, mas no dia 22 de Abril de 1866, foi indultado pelo Presidente Andrew Johnson, também ele maçon.
            No dia seguinte, os dois «irmãos» encontraram-se na Casa Branca e, certamente, não ficou por aí a relação entre estes dois maçons. No dia 20 de Junho de 1867, Johnson ascendeu ao  32 da Maçonaria e mandará construir, posteriormente, até um templo maçônico em Boston, cidade natal de Pike. Este receberá mais tarde o privilégio de ser o único militar confederado que contou com um monumento em sua honra, na cidade de Washington.
            Pike foi um homem verdadeiramente “excepcional”, com um talento extraordinário para a aprendizagem de línguas e uma vastíssima cultura.
             Maçom, de  33, fez parte também do Ku Klux Klan – a vinculação entre as duas sociedades secretas é uma das questões historicamente mais incomodas para a Maçonaria dos EUA
            E foi, sobretudo, o autor de um conjunto de obras que tentavam mostrar a cosmo visão da Maçonaria. O seu livro mais importante intitula-se «Moral e Dogmas Maçônico» e foi publicado em 1871.
             “Moral e Dogma” é uma obra muito extensa, com quase 900 páginas, na qual se descrevem os 32 graus do rito maçônico referido anteriormente. Contudo, o mais interessante é a forma com que Pike pormenorizando uma filosofia que, por definição, não pode se encaixar com o Cristianismo e que se nutre, além disso, a partir de raízes abertamente pagãs e místicas.
            Para Pike, os relatos da Bíblia não correspondem à realidade histórica – uma afirmação que choca diretamente com o conteúdo das Escrituras – mas ocultam antes uma realidade esotérica.
             Contudo, “alguns entre os hebreus (...) possuíam um conhecimento da natureza e dos atributos verdadeiros de Deus; tal como uma classe semelhante de homens noutras nações – Zoroastro, Manu, Confúcio, Sócrates e Platão”. “A comunicação deste conhecimento e de outros conhecimentos secretos, alguns dos quais, quiçá, se perderam, constituíam, embora com outras designações, o que hoje chamamos Maçonaria ou Franco-maçonaria. Este conhecimento era, em certo sentido, a “palavra perdida”, dada a conhecer aos Grandes eleitos, perfeitos e sublimes maçons” (op.cit., pág. 207).

            Face a este ensinamento místico, preservado pela maçonaria, Pike dizia que “as doutrinas da Bíblia não se encontram frequentemente vestidas na linguagem da verdade estrita”, (pág. 224). O ponto de partida é, portanto, óbvio e, em boa medida, pode-se dizer que este ponto de partida é a Gnose, - a qual nasceu mais ou menos no mesmo período e no mesmo espaço em que nasceu o Cristianismo - e o ocultismo contemporâneo.
            A primeira premissa afirma que a Bíblia – base essencial do Cristianismo – não é fiável e a segunda afirma que a verdade se encontra nas mãos de um pequeno grupo de iniciados, que a transmitiu ao logo dos séculos.
            De fato, para quem ainda ficasse com alguma dúvida sobre a direção filosófica da Maçonaria, Pike indica taxativamente que a “esta ciência dos mistérios se deu o nome de Gnose” (pág. 248). “Trata-se de uma ciência sincrética na qual se combinam doutrinas orientais e ocidentais” (pág. 275) que “foram adaptadas pelos cabalistas e depois pelos gnósticos” (pág. 282).
            Daí que a chave da Maçonaria sejam os mistérios, cuja origem é desconhecida (pág. 353), mas que podemos encontrar em diversas religiões pagãs e que, “apesar das descrições que certos autores, especialmente os cristãos, possam ter feito deles, continuam a permanecer em estado puro” (pág. 358). Estes mistérios são os de Ísis e de Osíris no Egito (págs. 369 e ss. e 379 e ss.) – cujo “objetivo era político” (pág. 382) -, mas também “a ciência oculta dos antigos magos” (pág. 839). De fato, incluem de maneira essencial, “o significado oculto e profundo do Inefável Nome da deidade” (pág. 649).
            A Maçonaria – Pike não o nega nem oculta, mas afirma-o de maneira incisiva – prega uma religião, mas esta é a “religião universal, ensinada pela Natureza e pela Razão” (pág. 718). Esta afirmação é bastante esclarecedora, uma vez que reconhece abertamente o conteúdo religioso da Maçonaria – apesar de insistir que se pode manter qualquer crença religiosa no seu seio – e explica, por sua vez, o entronizamento de deidades como a deusa Razão durante a Revolução Francesa, deusa que devia, supostamente, destituir o Deus cristão do seu lugar e substuí-lo pela deusa Razão.
            Por outro lado, e apesar de insistir em dizer que as crenças maçônicas não criam obstáculos a outras crenças, Pike não hesita em fazer afirmações que são absolutamente incompatíveis com não poucas religiões, como por exemplo a de que “a alma humana é ela própria um daimonos, isto é, um deus que está dentro da nossa mente, capaz, mediante o seu próprio poder de rivalizar com a canonização do herói, de se tornar imortal pela prática do bem e da contemplação do belo e do verdadeiro” (pág. 393) – “uma afirmação auto-deificadora de índole claramente pagã -, ou “a doutrina da transmigração das almas” (pág. 399).
            É ainda mais peculiar a afirmação de Pike que refere que “o Baphomet, o carneiro hermafrodita de Mendes”, é o princípio vital ao qual se prestou historicamente adoração, e cuja simbologia pode ser também “a serpente que devora a sua própria cauda” (pág. 734). De fato, Baphomet torna a ser mencionado um pouco mais adiante, como o símbolo adequado da “lei da prudência” (pág. 779).
            Albert Pike – à semelhança de não poucos ocultistas e teólogos cristãos da atualidade – não admitia a existência do diabo, o anjo decaído que se opôs a Deus, e era muito incisivo a este respeito. Assim, afirmava: “O verdadeiro nome de satanás, segundo dizem os cabalistas, é Yahveh; porque satanás não é um deus negro (...) para os iniciados não é uma pessoa, mas uma força, criada para o bem, mas que pode servir para o mal. É o instrumento da Liberdade ou da Vontade livre” (Albert Pike, Morals and Dogma, pág. 102).
             E insiste: “Não existe um demônio rebelde, do mal, ou príncipe das trevas coexistente e em eterna controvérsia com Deus, ou o príncipe da Luz” (A. Pike, Morals and Dogma, pag. 859).
            No entanto, esta negação do princípio do mal era acompanhada – e aqui salta à vista, novamente, o paralelo com o ocultismo ou a gnose – de um canto a Lúcifer, como aquele que está contido no livro “Moral e Dogma”, a explicar : “Lúcifer, o que leva-luz! Estranho e misterioso nome para se dar ao Espírito da obscuridade, por excelência! Lúcifer, o filho da manhã! Por acaso é ele quem leva a luz e com os seus esplendores intoleráveis cega as almas débeis, sensuais ou egoístas? Não o duvideis! Porque as tradições estão cheias de Revelações e Inspirações Divinas: e a Inspiração não é de uma Era ou de um Credo” (pág. 321).
            Com base nestes antecedentes, não surpreende que Pike tenha evoluído em direção a um luciferanismo, entendido não no sentido da adoração de satanás, como às vezes erroneamente se interpreta, mas no sentido do culto de Lúcifer como o ser pessoal que revelou a Luz dos mistérios aos eleitos e que aparece historicamente representado em vários mitos pagãos e nos mistérios da Antiguidade.
            Trata-se, novamente, de um fato incomodo para não poucos maçons da atualidade, mas que foi reconhecido abertamente por outros.”Moral e Dogma” é um dos livros de leitura obrigatória para entender a Maçonaria e, no entanto, de maneira bem pouco justificada, foi deixado passar por alto em não poucos estudos dedicados a este tema. Apesar disso, foi precisamente pelo seu caráter didático, extenso e paradigmático que era até há poucas décadas oferecido às pessoas que iniciavam nos EUA nos graus superiores da Maçonaria.
            Contudo, possivelmente o mais importante da obra não é apenas a maneira com que expressa a cosmo visão maçônica, mas também o modo como ela nos é mostrada num paralelo claro com os ensinamentos do ocultismo contemporâneo e do movimento da Nova Era ou New Age.
             O sincretismo religioso, a redução de Jesus a um mero mestre de moral ou a um simples conhecedor de mistérios, o apelo claro à Gnose, a crença na reencarnação ou a insistência em afirmar que o ser humano é um deus com possibilidades praticamente infinitas, são marcas características deste ocultismo.

sábado, 25 de novembro de 2017

Freqüência Interior.



Quanto mais estudamos, mais se descortina o conhecimento e os diversos lados que isso possui. Quanto mais mergulhamos em compreender do que se trata cura interior, mais somos conduzidos ao nosso mundo interno, nossas crenças, valores, posturas, enfim, tudo aquilo que nutrimos em nós tem um papel fundamental no desenvolvimento do nosso ser e da nossa vida.

            E falando em termos físicos, resumiríamos a coisa em “mudança de freqüência”. Sim, isso resolve tudo, não somente as questões que envolvem cura interna, como quaisquer outras em nossa vida. Não tem como curar-se interiormente sem mexer na freqüência e não tem como mudar a freqüência sem trabalhar valores. Uma freqüência vibracional é o resultado daquilo que pensamos, sentimos e cremos. E tudo isso, incorporado, nos inspira inevitavelmente às atitudes.


            Não tem como ser corajoso se sua freqüência é de covarde. Não tem como ser esperto se sua freqüência é de “tapado”. São vibrações opostas. E enquanto não alterarmos padrões internos, nossas atitudes não vão mudar. E por isso muitos tentam, tentam, se esforçam terrivelmente, mas continuam fazendo as mesmas coisas, tomando as mesmas decisões e tendo os mesmos resultados.

            Porque não muda a freqüência. E não se muda a freqüência sem mexer nos programas instalados do lado de dentro. Aí, empatamos, porque não se quer mexer nisso. Mas quer-se os resultados, não é? Só há um caminho seguro e assertivo que aponta na direção do Bem que você quer, o da cura interior, transformação de vida, de valores, de crenças, de atitudes. Não existe mais nenhum  “jeitinho”.


            A ferramenta de freqüência age transferindo ao indivíduo uma carga energética (eletromagnetismo) capaz de elevar seus hertz em apenas alguns segundos de aplicação. Mas para tal, é preciso que se compreenda que nada muda por si só. Tudo depende de como você se posiciona e de sua boa vontade em querer fazer algo mudar, de fato.

            É preciso compromisso e atenção aos seus pensamentos e às respostas que você tem oferecido ao todo diariamente. As mensagens que você envia precisam ser de harmonia se você quer receber harmonia de volta. As mensagens precisam ser de amor se é amor que você deseja receber de volta. Olha, uma transformação total em seu viver é plenamente possível e acessível, nada te é negado. Agora, o quão disposto você está pra fazer a diferença? A resposta desta pergunta pode alterar tudo daqui pra frente.

            Zonas de conforto, medos, traumas, conflitos, resistências, repressões, negatividade, tudo isso, precisa ser trabalhado. Não tem como passar por cima disso e te dar a casa na praia, porque toda e qualquer energia precisa passar por você pra se manifestar na matéria. Então, só há um caminho, o trabalho interno. O portão estreito, que é o menos acessado, é o que conduz à vida plena. Entrar por ele enquanto a maioria permanece enganando a si mesma não é fácil, mas definitivamente é a solução que você tanto procura.
            Mas se sua vontade for maior que seus medos, propomos um exercício como uma "hidroginástica". ele é bem simples, mas pode trazer bons resultados com o passar do tempo e adaptação ao método.
            Basta comprar um agenda , destas bem simples. E passar a anotar nelas suas mudanças de sentimentos e pensamentos durante o dia. é como montar um diário de problemas. Quando ocorrer um sobressalto, ou uma mudança abrupta anote-a o quanto antes e o mais detalhadamente o possível.
            Começaremos a perceber padrões repetitivos, e depois de um tempo, devemos passar a fazer perguntas, também escritas sobre estes, e também a procurar respostas.

            Este pequeno exercício deverá nos trazer a consciência e ao nosso foco de atenção, os "Intrusos" que se imiscuem em nossos pensamentos fazendo com que alteremos nossa respiração, freqüência cardíaca e  vibrações.

            Lembremo-nos de que não podemos acertar nossa roupa torta alterando a imagem no espelho, apenas podemos fazer isto em nós mesmos, para que então o espelho passe a refletir a forma que buscamos alcançar.

           


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O medo




            O medo é uma sensação natural. A única forma de o ultrapassar é enfrentá-lo. Normalmente quando você decide enfrentar o seu medo, percebe que afinal não era assim tão assustador quanto parecia. Existem vários fatores que podem criar o medo e a maioria das pessoas não percebem que o medo em si é algo que é totalmente interno à sua própria mente. Não é uma coisa real, concreta, você não pode apontar para algo e dizer: “Isso aí é o medo, cuidado ou você vai tropeçar nele”. É um produto de reações produzidas pela nossa mente a determinados estímulos, é interno a nós mesmos, embora possa sentir-se de forma bastante real quando se sente no nosso corpo. A boa notícia é que, dado que é um subproduto das nossas reações às coisas, você tem um número de opções para lidar com ele ou até mesmo removê-lo totalmente. Uma vez que você esteja ciente das causas, pode controlá-lo e trabalhar nele e, seguir a sua vida mais liberto e menos condicionado.
MEDO DO COMPROMETIMENTO
            Este medo normalmente coincide com o perfeccionismo. Pondere ao ler este artigo: Quando ser perfeccionista se torna um problema. Muitas das vezes sentimos a necessidade de fazer a melhor decisão possível para continuar com a nossa vida. A nossa vida está em constante mudança e crescimento. Nós apenas conseguimos fazer a melhor decisão possível baseado no nosso atual conhecimento. Não existem decisões perfeitas, e muitas vezes nós temos a possibilidade de mudar a nossa decisão se percebermos que não está a funcionar como desejaríamos. É exatamente deste processo que se alimenta a mudança e o crescimento de cada um de nós. As decisões estabelecem uma relação com o conhecimento que temos no momento e que enfrentamos em determinadas circunstâncias ou situações de vida.
            É com os fatos que temos no momento que nos devemos comprometer com os comportamentos, atitudes ou decisões que tomamos. O medo do comprometimento, inibe que possamos viver a vida tal qual ela é, cheia de opções e possibilidades que se comprovam ser eficazes, bem sucedidas ou felizes apenas se assumirmos e efetuarmos aquilo que julgamos ser necessário para atingir os resultados desejados. Só à posteriore conseguimos analisar aquilo que fizemos. Umas vezes sendo bem sucedidos, outras nem por isso. Mas tem sido com a tentativa e erro que toda a humanidade chegou ao ponto em que nos encontramos.
Dica: Vale sempre a pena tentar, porque tentar é viver arriscando aquilo que se teme.
MEDO DA REJEIÇÃO
            Existe sempre a possibilidade de experimentarmos a rejeição dos outros, mas a dor resultante deste sentimento, será preferível à dor de se rejeitar a si mesmo de ser aceite pelos outros. Poderá você ser sempre feliz vivendo a sua vida de acordo com as idéias dos outros, ou você irá sentir ressentimento e frustração deixando fugir a oportunidade de ser aceite pelo seu verdadeiro eu? Se você seguir o seu coração, você irá permitir a aproximação daqueles que lhe dão suporte e acreditam em si. A grande maioria daqueles que o rejeitam certamente não serão as melhores pessoas a escolher para ter na sua vida.
Manifeste o seu eu, expresse a sua forma de ser, assuma as sua posições e opiniões. As pessoas devem-nos a aceitar por aquilo que nós somos e como somos, isto evita a hipocrisia, evita uma vida de faz de conta, e potencia a autoestima e confiança, quer em nós quer na vida.
Dica: O medo da rejeição inibe a expressão daquilo que faz de nós pessoa únicas.
AGARRAR A VIDA
            Por vezes o medo é tão incapacitante que julgamos poder morrer. Cresce em nós um pensamento de rejeição da coisa temida, afastamo-nos dela, esperando que um dia nasça em nós a coragem para lidar com o medo. Pela experiência que tenho de implementar programas de tratamento para problemas relacionados com os transtornos de ansiedade, a técnica mais eficaz para conseguir gerir e/ou erradicar os medos é através da exposição, mais concretamente através do enfrentamento daquilo que representa o medo.
            É usual ouvir as pessoas com algum tipo de medo ou receio dizerem: “Eu farei isso mais tarde” Qual o problema de o realizarem agora mesmo? Se você se encontra nessa situação, o que é que o impede de fazer a mais pequena coisa possível no sentido de enfrentar aquilo que teme, receia ou o aborrece? Você consegue fazer um telefonema, escrever uma carta, voltar ao curso à muito tempo em standby, ou simplesmente limpar alguns dos papeis que se foram acumulando na sua secretária? Se você se propuser a fazer um pouco todos os dias, muito provavelmente você irá conseguir terminar ou resolver aquilo que queria. Se você não fizer nada, nunca irá ver a mudança.
Dica: Se vivermos a vida a afastarmo-nos da grande maioria dos obstáculos que encontramos, corremos o risco de nos afastarmos demasiado dos nossos objetivos. Foque-se no seu alvo e direcione esforços para guiar a seta da sua vida.
ESPERAR QUE O TEMPO RESOLVA AS COISAS POR NÓS
            Algumas coisas da nossa vida resolvem-se com o passar do tempo, mas se isso se tornar uma regra pela qual nos orientamos, corremos o risco de ficarmos expostos às forças externas, as quais não temos qualquer tipo de controle. Se estivermos passivamente à espera que as coisas na nossa vida mudem, caímos rapidamente numa situação de vitimização ou desapontamento. Uma atitude muito mais construtiva é adotar um papel mais positivo e trabalhar nas coisas que pretendemos, nas coisas que estávamos à esperar que acontecessem por si só. Deveremos tentar orientar as nossas ações no sentido de ficamos numa situação mais vantajosa e favorável.
            Há quanto tempo está à espera que os seus comportamentos e atitudes auto-destrutivas façam efeito por si só? Uma semana, um mês, um ano? Dez anos, vinte anos? Talvez seja agora o tempo de pedir ajuda ou de uma vez por todas se auto-ajudar.
Dica: Com os recursos que existem atualmente, não será difícil encontrar alguma forma de ajuda, desde que se proponha a mudar e a aprender.
AS ARMADILHAS DA NEGAÇÃO
Uma das piores coisas que nos pode acontecer é recusarmos admitir os problemas que temos, enveredando por uma atitude autosabotadora. Para saber mais acerca deste assunto específico pondere  ler o nosso artigoOs 10 sabotadores do seu sucesso.Uma premissa para a mudança é a necessidade de admitirmos os nossos problemas ou situações incapacitantes, a negação pode manter-nos “paralisados” para sempre. Por vezes recusarmos admitir os nossos problemas  e medos é um resultado do falso orgulho. Você tem dificuldade em admitir que está errado, que necessita enfrentar os seus problemas de frente? Se sim, talvez esteja na altura de perceber porquê. Pondere procurar recolher feedback de uma fonte imparcial, como um conselheiro, ou um psicólogo, ou até um curso de desenvolvimento pessoal. O objetivo é identificar algumas áreas que necessita mudar e/ou enfrentar na sua vida.
Se a sua vida está a desmoronar-se, mas você finge que não está acontecendo nada, a isto chama-se negação. É fácil negar a verdade quando temos uma visão em túnel e ignoramos o panorama geral. Ignorar as coisas nunca foi uma grande estratégia dado que não faz com que elas desapareçam. Uma das formas de identificar a intensidade do problema é tentar registrar o grau de desconforto e de disfunção que causa no seu dia-a-dia. O que é que deixou de fazer, o que é que evita, o que é que o deixa em pânico, desesperado, o que é que o deixa ansioso ao ponto do seu coração lhe saltar pela boca?  Numa escala de 0 a 10 quanto é que está a prejudicar o seu trabalho, o seu estudo, o seu relacionamento, a relação com os seus amigos e familiares, em que grau lhe afeta o seu bem-estar e a felicidade? Em que grau diminui a sua autoestima e autoconfiança?
Tente responder a este tipo de questões, é um exercício muito revelador, permitir-lhe-á perceber o grau de desconforto que as suas “negações” provocam na sua vida. Ao olhar de frente para as sua negações fica mais perto de poder decidir colocar um ponto final na sua atitude paralisante e seguir em frente.
O MEDO DO FRACASSO
            Algumas pessoas ficam humilhadas por não serem perfeitas. Eventualmente por terem experimentado a ridicularização ou terem sido humilhados pela derrota. No caminho tumultuoso e sinuoso para a via do perfeccionismo, vai-se construindo a idéia que se não se tentar, não se pode falhar. Por vezes o medo de fracassar paralisa-nos na nossa trilha, mesmo antes de iniciarmos a corrida. O medo de falhar normalmente impede-nos de colocarmos todo o nosso esforço numa situação. O medo impede e evita que possamos viver a nossa vida em todo o seu esplendor. O fracasso é uma opção mas o medo não.
Dica: A única forma de falhar é desistir. Tudo o resto é uma experiência de aprendizagem.
O MEDO DE EXPRESSAR OS SENTIMENTOS
            Não expressar os sentimentos funciona como uma panela de pressão, quanto mais tempo você mantiver a tampa fechada, maior é a pressão gerada. Na verdade os sentimentos são impossíveis de conter, mais tarde ou mais cedo eles irão emergir e fazer-se sentir. Talvez de uma forma não relacionada com a situação indutora, expressam-se nas mais variadas maneiras, como uma doença física, problemas de pele, obesidade, stress, ou incapacidade de lidar com situações exigentes. Na verdade, você irá sempre arranjar uma maneira de expressar os seus sentimentos. Mantê-los engarrafados e sobre pressão irá sempre conduzi-los a efeitos secundários indesejáveis. Expressar as suas emoções de forma aberta e direta canaliza a energia de uma forma muito mais saudável, verificando-se ser funcional e adequado para o desenvolvimento de equilíbrio emocional.
O MEDO DO SUCESSO
            Muitos de nós aprendemos que o sucesso é egoísta. Foi-nos dito vezes sem conta para não nos sentirmos “inchados” e “vaidosos”. O sucesso pode trazer louvor, atenção e notoriedade com a qual podemos não nos sentir confortáveis. O sucesso pode colocar-nos numa situação de liderança e de responsabilidade acrescida. Podemos ficar com  a idéia que teremos de responder a mais questões e temos de nos expor freqüentemente ou ter de falar para grupos de pessoas ou organizações. A expectativa dos outros pode crescer sobre nós, uma vez que mostramos ser competentes. Se todas estas situações nos causam incomodo e se apresentam como desagradáveis, inserem-se perfeitamente na componente do medo,  olha-se para o sucesso tal qual uma fobia. Uma forma de fugir a tudo isto é parar antes de podermos ser bem sucedidos. No entanto, este evitamento tem certamente um preço. Uma contínua falta de sucesso nas nossa vidas conduz-nos com toda a certeza para a depressão, desmotivação, sentimento de fracasso, letargia e impotência para lidar com grande parte das situações de vida.
Dica: Quando você não faz nada, sente-se oprimido e impotente. Mas quando você se envolve, tem o sentimento de esperança e realização, que emerge da consciência que tem de estar a trabalhar para melhorar as coisas na sua vida.
A NECESSIDADE DE ESTAR NO CONTROLE
            A incerteza pode causar medo. Quando as coisas vão no sentido daquilo que queríamos, sentimo-nos seguros. Na tentativa de evitar o medo, podemos cair na tentação de olhar para o mudo desejando que fique sempre na mesma. Por vezes ficamos paralisados em rotinas rígidas que nos impedem de crescer e ser flexíveis. Podemos também ter tendência para insistir que os outros se conformem com as nossas idéias do que é certo e errado, e sentimo-nos ameaçados quando eles não o fazem. Tentar criar um mundo totalmente “seguro” é como construir a nossa própria prisão. Mantem-nos reféns do nosso próprio medo. Muitas das desordens de ansiedade, como por exemplo o transtorno de pânico, emergem do fato de se ter medo de ter medo. Viver uma vida desta forma tornar-se totalmente incapacitante, vive-se em constante alerta sempre que algo não acontece como desejaríamos.
Citação: “Aquele que reina dentro de si, as regras das paixões, desejos e medos, é mais do que um rei.” – John Milton
RESUMINDO
            O medo pode ser controlado. Removê-lo do poder de afetá-lo é remover o próprio medo. Ter a autoconfiança para ser capaz de lidar com os medos da sua vida irá ajudá-lo com outros acontecimentos também. Identifique alguns do seus medos, olhe-os de frente, enfrente-os e recuse-se a que eles o controlem. Faça já hoje mesmo alguma coisa para que eles comecem a enfraquecer. Pense numa estratégia e coloque-a em ação. A sua vida tornar-se-à muito mais saborosa.
            Se o seu medo tem vindo a aumentar até ao ponto em que desenvolveu ataques de pânico, piorando drasticamente a sua vida, conheça o meu livro: Ataques de Pânico – Saiba como superar os seus medos que tem ajudado milhares de pessoas a recuperarem a sua qualidade de vida. Clique na imagem em baixo para ter acesso:

E VOCÊ QUE MEDOS TEME ENFRENTAR?
            Pense a respeito  das situações da sua vida que lhe retiram capacidade e as estratégias que pretende utilizar para as ultrapassar.  Afinal tudo o que queremos é encontrar um bom caminho de crescimento!
Abraço,