quarta-feira, 12 de julho de 2017

Os Ritos Afros



A Camarinha é uma conjunção de várias influências receptivas e repulsivas, que vindo do Cosmos, cristalizam em um determinado ponto; cujo ponto, são as cerimônias ali realizadas, dentro de sua fórmula cabalística. Tanto é que a Camarinha só entra em ação no momento em que ela recebe o seu visitante, isto é, o Iniciante (Ioboré) e adapta-lhe naquilo que tem de vocação espiritual.
Essas cerimônias são também para dar num futuro próximo da iniciação quando atingir o grau de Sacerdote, o domínio razoável de alto controle sobre as forças cabalísticas vindas do Cosmos.
E sobre as Entidades (Orixás), dizemos que elas dirigem e não são dirigidas, portanto suas irradiações vindas do Cosmos, comanda a cabeça (Orí) do iniciante através de sua Dijina, que influi, orienta e se desperta, para que o mesmo possa dirigir e manejar essas forças com segurança.
Ao término da iniciação, o Tata (sacerdote) dentro de sua vocação passa a fazer incursões em outras dimensões, em outros planos de vida, porque já sabe penetrar no âmago das mirongas, conhecendo o bem e o mal; pois para se fazer o bem temos que conhecer o mal, para isso no começo da iniciação o Ioboré, gozando de seu Livre Arbítrio, escolheu dentro de sua vocação, a hierarquia que irá ocupar dentro do Culto.
Os graus hierárquicos de iniciação do Culto Afro-brasileiro do Omolocô são:

Tata Ti Inkice - o que faz o santé nos filhos.
Tata Zambura - o que joga búzios.
Tata de Orogogi - o que conhece a reza de todas as Entidades.
Tata Oponguê - o que recebe as bênçãos de Zâmbi (na saudação do pai para o filho, o pai diz: Zâmbi Oponguê; Deus te abençoe).
Tata Ne - Mestre de cerimônias.
Tata Zâmbi - título sem confirmação, porém feito no santo.

Ginja - Sacerdotisa.
Graus hierárquicos (menores) de iniciação:

Bafâ-Ofá, Oloxum (*), Oxogum (**), Onã-Ofá, Ogam Kalofé, Cambone de Ebó, Abaô, Mãe Pequena, Macuta, Iaô, Iadogan, Macamba, Cota, Camba. Iaba, Samba.
Ganga - Sacerdote conhecedor das vinte e uma (21) palavras sagradas e mágicas, e o manejo das forças ocultas da natureza; os segredos da Terra, o que há nas nuvens, florestas, rios, mares, montanhas, lagos e nas cacimbas; As relações entre Zâmbi, Orixás, Bacuros, Voduns e os homens.
Observações: (*) Oloxuns, são especialmente qualificados para ouvir a fala dos Orixás (Nagô) no jogo dos deloguns onde seu intermediário é Exu Legba e acompanhante de Ifá.
(**) Oxoguns, que sacrificam os animais, quando necessário ao ritual (Omolocô)
Ao penetrarmos no âmago das mirongas da camarinha, torna-se mais fácil conhecer os sentidos dos mistérios dogmáticos.
Nesse momento ficará claro que as forças que nela transcendem, são forças viventes da natureza.
Contudo para se iniciar um Ioboré na camarinha, primeiro temos que ver sua vocação (Carma).
Segundo o grau de sua espiritualidade (Mediunidade).
A vocação é uma parte de vida anterior do espírito evolutivo; é também a Lei de Causa e Efeito, lei que se realiza no decorrer da reencarnações.
Ela é a lei do determinismo relativo, que em cada encarnação, pode ser modificada pode ser modificada pela vontade firme de uma pessoa (Ioboré). Como iniciante no culto, os pensamentos, as palavras, os atos são a causa determinante da vocação lançada na corrente da evolução; a alma humana atravessa como individualidade, períodos alternativos de existências físicas e espirituais.
No começo de cada nova encarnação, a vocação da lei, determina o gênero de personalidade, o grau de mediunidade que a nossa individualidade assume dentro de uma missão ao voltar à Terra; sendo que é a vocação que decide de onde, e de como, isto é, em que condições o reencarnado deve nascer, para cumprir sua missão e assumir um compromisso com as Entidades invisíveis, pois o Médium é, o seu representante legal neste Planeta.
Estas são as razões pelas quais o iniciante (Ioboré) passa pela camarinha, para receber na sua estrutura de matéria sólida, líquida e gasosa, as forças viventes na natureza, (Natural ou Espiritual, Cabalística e Magnética); cumprindo assim os preceitos ritualísticos da preparação
Como já dissemos, as Entidades dirigem e não são dirigidas, isto é, não recebem doutrinação, pois são espíritos puros da natureza, observadores de nossos atos nesta paranga, e nós só teremos aquilo que merecemos.
Depois do Tata fazer a classificação do grau de mediunidade do Ioboré ou Iaô de acordo com o jogo dos búzios, começam as grandes preparações para o iniciante entrar na camarinha.
Primeiramente o iniciante toma um Banduaxé, banho de ervas, e os aromas (essências) nele contido pertence à Entidade (Orixá –Eledá), contudo essas ervas têm que ser colhidas pelo idôneo (Mão de Ofá) obedecendo as fases lunares.
Nos Cultos Afro-brasileiros, tem uma Entidade (orixá), seu nome é Iroco e pertence à gameleira branca, e seus troncos servem para assentar as divindades no roncó.
Os Africanos têm um grande conhecimento da farmacodinâmica das plantas, sobre as virtudes benéficas e nocivas. A verdade é que são forças irradiantes, dentro do seu aroma.
Ossanhe, é a divindade das folhas curativas e Litúrgicas; nenhuma cerimônia pode ser realizada sem as essências de suas folhas.
Para isto existem os sacerdotes desta Divindade, Ossanhe. No Culto Nagô, seu nome é babolossanhe. No Omolocô, seu nome é Bafa-Ofá (Mão de Ofá) conhecedores de todas as ervas benéficas e nocivas pertencentes as Entidades.
O Mão de Ofá ao fazer sua colheita, obedece à cabala, colhendo-as em lugares selvagens, de acordo com as fases lunares.
O Ioboré para entrar na camarinha, precisa de Padrinho e Madrinha, para isso os búzios decidem nas escolhas.
O Mão de Ofá entrega à Cotas, as ervas, para esta quiná-las para o preparo do Amaci. Logo após são escolhidas, se necessário, as aves ou animais que serão usados nas cerimônias.
No primeiro dia do iniciante na camarinha ele recebe o Banduaxé e o Amaci no ronco onde estão os assentamentos das Entidades.
No segundo dia, recebe o Kirimbu (atributo) correspondente ao selo de seu Eledá de Origem, também comida própria pertencente a Entidade, Cabala oral e cânticos, e outras cabalas reservadas ao culto.
Durante três dias que o iniciante estiver na camarinha, dá-se 72 toques de atabaques. Esta cabala pertence aos 72 Elemins que rodeiam o nosso planeta Terra.
Terceiro dia (último na camarinha), o iniciante recebe o Obi e o Orobo de quatro quinas.
No terceiro dia na camarinha, dar-se-á o levantamento do Ioboré, e ele recebe o Axé, que são forças das Entidades (Orixás), cuja a Cabala é:
A
=
1
X
=
300
E
=
5
______
306
9. Corresponde a um atributo Divino que se designa pela letra (thet) Tehor, Puro.
No mundo Angélico - KheRubim. Ministros do Fogo Astral, os Anjos de Guarda.
Os quatro dias restantes são de preceitos reservados, que o Ioboré, faz em pé, dentro do Abaçá (terreiro).
O Alá serve para o Ioboré, entrar e sair da camarinha. É um pano branco, no centro deste tem os caracteres cabalísticos.
O iniciante é levado debaixo dele para a camarinha. Seis (6) pessoas o conduzem, com ele completando sete (7), representando assim as forças cabalísticas; o Espírito.
Dois (2) são os Padrinhos, um (1) o Ioboré, quatro (4) são as Sambas, que com as mãos seguram as pontas do Alá.
Dentro da camarinha dá-se sete (7) passos, representando as forças cabalísticas dos Kirimbuns da Entidades, e sete toques que juntando com as sete pessoas temos: (7+7=14) reduzindo (1+4=5). Cinco (5) é o homem; Mestre dos Mistérios Sagrados.
Esse Arcano significa inspiração, indicação, ensino.
No mundo intelectual, representa a Religião, relação entre o Ente Absoluto e o Ente Relativo, entre o Infinito e o Finito.
No mundo físico, a inspiração comunica-se pelas vibrações do fluido astral; a prova do homem pela liberdade de ação no círculo intransponível da Lei Universal.
No Mundo Divino, a Lei Universal, reguladora das manifestações infinitas do Ente na unidade da substância Este Arcano o representa dentro do Magnetismo Universal e diz: O homem é feliz ou infeliz; é preciso saber que emprego faz da sua vontade, pois o homem cria a sua vida, pelas suas obras.
O Gênio do Bem está à sua direita. O do Mal à esquerda; sua voz só é ouvida pela sua consciência, recolhe-te e ela te responderá.
CABALAS DO OBI E DO OROBO
Obi
61
7
(Espírito)
Orobo
232
7
( '' )
---------
293
14
14
5
5 (o homem)
As cabalas 1/4 - 7, servem para classificar as quantidades de partes de Obi que o Ioboré comerá a cada ano que passar.
Tendo o Obi quatro quinas, o iniciante comerá 1/4 , isto é, uma parte por ano de aprendizado.
No fim de quatro (4) anos o iniciante estará feito no santé, e acha-se independente para fazer o santé em outro Ioboré, dentro do seu culto em toda a parte do Mundo.
Pois no fim de quatro anos completam (28 anos de conhecimentos) o Obi, que vem a corresponder ao mesmo número de fases lunares, fechando o ciclo da lua.
A Letra ALEPH, exprime a idéia de unidade e do princípio; designa a causa, a força, a atividade, o poder, a estabilidade; o homem como unidade coletiva.
A Letra DALETH, denota a natureza divisível, divisão, nutrição.
A Letra ZAIN, designa a tendência, o esforço dirigido a um fim determinando a causa final, refração luminosa, a indicação.
Arcano 1, significa habilidade, diplomacia, astúcia, vontade, energia, poder. Este Arcano exprime, no Mundo Divino, o Ente absoluto, que contém tudo e do qual emana o infinito dos possíveis.
Arcano 4, significa apoio, estabilidade, poder, proteção. Representa um grande personagem. Exprime no Mundo Divino, a realização perpétua e hierárquica da virtualidade contida no Ente Absoluto.
Entretanto, todas as cerimônias que seguem a Cabala, estarão dentro do princípio.
Não devemos ser vaidosos, pois aquele que dentro da falsa Mironga  pretende enganar aos outros, acabará enganando-se a si mesmo, caindo dentro daquele ponto da magia que se refere à negatividade. Tudo isto parece muito difícil, porém o sacerdote tem a consciência que representa este princípio de harmonia de Saber o que sabe, do seu conhecimento iniciatório, ele fará uma força, uma energia, da qual extrairá a essência maravilhosa que se chama Fé ou Força Cabalística.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

O prelado do medo



A idéia do antropocentrismo nunca esteve tão perdida como na atualidade. O termo que designa a centralização do ser humano em relação ao restante do universo faz parte de algumas linhas de pensamento filosófico e crenças religiosas. Esse ideal localiza espacialmente o núcleo de todo o espaço, sendo esse reservado ao próprio indivíduo, o qual tem o poder de decisão, e assim sendo, a autoridade de modificar seu entorno.
            Nesta reflexão não se intui a idéia de discorrer sobre o conceito e discussões acerca do antropocentrismo, mas trazer à tona uma visão atual sobre esse paradigma presente há séculos em nossa sociedade e que aflorou nas últimas décadas simploriamente como um hábito de vida. Veementemente observa-se que as redes sociais chegaram para modificar os processos de comunicação entre as pessoas, seja por meio de fotos, vídeos, áudios ou mensagens escritas.
            A ampliação da comunicação possibilitou um aumento exorbitante na rede de amizades e contatos antes isolados geograficamente, abrindo portas para novos relacionamentos e vinculação com outras culturas e sociedades.
            Nesse mesmo ponto, as redes sociais deveriam tornar-se abrigo para a ocorrência do antropocentrismo em sua essência, ou seja, por mais que o conceito de rede de contatos e globalização das idéias ganhe notoriedade na internet, o próprio indivíduo deveria tornar-se mais cônscio de sua mobilidade e potencial da mudança que ele por meio da globalização pode provocar.
            Nesse sentido, se observa que do mesmo modo que a interações humanas neste século tornaram-se improdutivas e maléficas, alguns passos foram dados para a superficialidade das relações, principalmente na abrupta necessidade de engrandecer seu próprio ego, sem medir esforços ou restrições para tal façanha. E nesta sanha de imposições de pontos de vistas e o medo do confrontamento intelectual, começamos a erguer barreiras na falsidade intelectual espalhando a cultura irrestrita do medo.
            Este tornou-se presente a cada passo de nossa existência, a instabilidade política a insegurança local e internacional, medos de doenças, das medidas tomadas contra elas. Medo do futuro, simplesmente o medo pelo medo. A sociedade medrosa tornou-se uma doente crônica, expandindo este malefício a todos os cidadãos.
            Como zumbis que inexoravelmente vagam em busca de comida, os seres adoentados vivem vibrando e criando as mesmas condições nas quais já estão imersos. Nesta situação poucos  são aqueles que conseguem manter os narizes fora da poça de destruição e ainda conseguem assim trazer alguma pouca esperança de recuperação da humanidade.
            A promoção de nosso inimigo intimo que se esconde nas tantas facetas dos medos acabou virando uma metanóia, um culto assombroso, nos arrastando pelas plagas da religiosidade cega, delegando alhures poderes que são apenas nossos, forçando-nos a nos relegar ao plano de meros "macacos falantes".
            Ou a humanidade supera esta supervalorização do medo, ou com certeza ele se apossará de nosso egos e fará deste mundo um horror de expiações, dores e lagrimas bem mais acentuado do  que hoje já experimentamos.

sábado, 1 de julho de 2017

O Efeito Isaias.



                O mundo ficou chocado quando foi proposta e existência  de um lugar que é pura energia, onde todas as coisas têm início e que simplesmente “É”. Recentes descobertas destacam a evidência de que existe realmente essa matriz de Planck. Planck afirmava que esta “Matrix” é a origem das estrelas, das rochas, do DNA, da vida e de tudo o que existe.
                Microscopicamente, só existe a vibração, tudo é feito de energia condensada. Vivemos em um universo de vibrações e nossos corpos são constituídos de vibrações de energia que nós emanamos constantemente. A ciência já provou, através da física quântica, que estamos todos conectados através de nossa vibração. Experimentações científicas demonstraram que nosso DNA muda com as frequências produzidas pelos nossos sentimentos e emoções, ou seja, vibrações.
Já se sabe que existe uma energia que conecta toda a criação. Esta poderosa energia, parece ser uma Rede Estreitamente fluidica que conecta TODA a matéria e, ao mesmo tempo, podemos influenciar essencialmente esta rede de criação por meio de nossas VIBRAÇÕES. Os experimentos comprovaram, também, que as frequência energéticas mais altas, que são as denominadas de Amor, impactam no ambiente, de uma forma material, produzindo transformações não só em nosso DNA, mas no ambiente que nos cerca. Isto tem um profundo significa: possuímos muito mais poder do que imaginamos.
                     Esta teoria foi corroborada com a descoberta de um antigo manuscrito, o Grande Código Isaías, e outros textos essênios, nas Cavernas de Qnram, no Mar Morto, em 1946. Atribuído ao profeta Isaías, parece ter sido escrito há mais de 2000 anos, e descreve tudo aquilo que a ciência quântica começou a compreender só poucos anos atrás, ou seja, a existência de muitos futuros possíveis para cada momento de nossas vidas e que, na maioria das vezes, escolhemos inconscientemente.
                Cada um desses futuros (instantes) encontra-se em estado de repouso, esperando ser despertado com as nossas decisões feitas no presente. O Código Isaías descreve com precisão essas possibilidades, numa linguagem que só agora começamos a entender. Isaías descreve a ciência que nos ensina como escolher o tipo de futuro que queremos experimentar. A partir da declaração do manuscrito, com exemplos simples e claros, ja havia a suspeita da existência uma tecnologia muito usada nos tempos antigos, que foi dispersa no quarto século, como resultado do desaparecimento e destruição de livros raros ou relegados às escolas de mistérios, mas que agora, após a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, estão reaparecendo.
                É uma tecnologia muito simples, conhecida universalmente com o nome de “Oração”. Aplicando corretamente, é possível obter coisas extraordinárias, além da imaginação humana. Mas claro! Quem não sabe disso? A maioria, podes crer! Senão, os milagres passariam a ser simples fatos cotidianos e não somente uma exceção. Com esta tecnologia, nós podemos realmente mudar o mundo.
                Os manuscritos achados no Mar Morto, são de uma importância considerável para a humanidade dormente, que até os dias de hoje, muitos ainda vivem à mercê de forças espirituais aleatórias, entregando o poder de seu destino nas mãos de qualquer outro ser, menos a si mesma. Nos mostram que nas mãos da humanidade se encerra um enorme poder, à espera de ser utilizado, mas que ainda não conhecemos. Explica como podemos escolher qual futuro desejamos experimentar, em sã consciência, revelando as chaves sobre o nosso papel como criadores de nossa realidade
                Entre estas chaves encontram-se as instruções de um modelo “perdido” de oração, que a ciência quântica moderna sugere como o poder de curar nossos corpos, trazer paz duradoura no mundo e, até mesmo, prevenir as grandes tragédias climáticas que a humanidade poderia enfrentar.
                Cientistas dizem que estamos sendo levados a aceitar a possibilidade de que existe um NOVO campo de energia acessível e que o nosso DNA se comunica com os fótons por meio deste campo. A chave para obter um resultado, entre os muitos possíveis já existentes, reside em nossa habilidade para sentir que nossa escolha já foi criada e está já acontecendo.
                Vendo a oração deste modo, como «sentimento», nos leva a encontrar a qualidade do pensamento e da emoção que produz tal sentimento: viver como se o fruto de nossa prece já estivesse a caminho. A partir desta perspectiva, nossa oração, baseada nos sentimentos, deixa de ser “algo por obter” e se converte em “acessar” o resultado desejado, que já está criado. Com as palavras de seu tempo, os Essênios – os primeiros suspeitos de serem os responsáveis da conservação do conhecimento originário – nos lembram que toda oração já foi atendida. Qualquer resultado que possamos imaginar e cada possibilidade que sejamos capazes de conceber, é um aspecto da criação que já foi criado e existe no presente em um estado “adormecido” de possibilidades.
                Dessa forma, o futuro não é deterministicamente estabelecido, mas pode ser, também, alterado. Os essênios tinham uma visão holística da vida e, justamente por isso, consideravam os desequilíbrios da terra como um espelho dos desequilíbrios do corpo físico do homem. Mesmo as catástrofes naturais, as mudanças climáticas, são espelhos de grandes mudanças que estão ocorrendo na consciência humana. Hugh Everett III, um físico da Universidade de Princeton, estudou a possibilidade de universos paralelos, chamando de “ponto de escolha”, o momento em que se pode sobrepor um efeito sobre outro no decorrer de um evento.
                O ponto de escolha é a possibilidade da abertura de um vácuo, de uma ponte que permite mudar o caminho, passando para um outro resultado que se encontra em outro caminho paralelo: em síntese, é algo que nos permite dar um salto quântico de uma sequência de efeitos já experimentada a uma nova sequência com um êxito diferente. É como se a mesma história fosse escrita, prevendo finais diferentes: em um certo ponto, nos encontramos em uma bifurcação que nos permite obter um resultado ao invés de um outro. Por exemplo, se eu passo por um corredor, posso escolher de entrar nas salas que estão à direita ou à esquerda, mas só no final do corredor, posso sair e mudar de rumo, encontrar uma encruzilhada.
A física quântica, admite que a experiência, ou mesmo a mera observação do cientista modifica a realidade; isso nos leva a crer que, se hoje, em nosso presente, formos capazes de introduzir uma pequena alteração, podemos então, escapar dos efeitos negativos, como já aconteceu, como resultado de uma concentração da energia do pensamento coletivo. Usando o pensamento, sentimento e emoção unidos em nossa oração, podemos atrair os pontos de escolha e mudar os resultados previstos. Tudo isso, no fundo, nos leva à conclusão de que há uma profunda ligação entre nossos pensamentos coletivos, nossos sentimentos e nossas expectativas e a realidade externa.
                Esta forma de pensar era inerente à visão da vida dos essênios, como se revela nos escritos dos essênios de 2.500 anos atrás, os quais refletem a idéia de que os eventos externos são o reflexo de nossas mais profundas crenças internas. Se Pensamento, Sentimento e Emoção não estão alinhados, não há União. Portanto: se cada padrão se move em uma direção diferente, o resultado é uma dispersão da energia. Pensamento, emoção e sentimento são a chave da tecnologia da oração e no interior de nós mesmos, devemos experimentar e sentir o que queremos realizar no exterior, precisamos sentir isto no corpo, nos pensamentos e sentimentos.
                Podemos dar o que temos, podemos expandir para fora de nós o que somos. Aquilo que desejamos, deve realizar-se contemporaneamente no pensamento, no sentimento e no corpo humano.
                O pensamento e emoção, devem primeiro ser considerados separadamente e depois em conjunto, porque o pensamento deve ser o sistema de orientação que direciona nossas emoções.
                O pensamento, mesmo sob a forma de imaginação, determina para onde direcionar a atenção e a emoção. EMOÇÃO é a energia que nos faz ir na direção desejada, é a “fonte de poder”. Nos extremos existem apenas duas emoções: o amor e a sua falta, muitas vezes identificada como medo. Logo, se você não está no Amor, você está no medo. E o medo atrai sempre aquilo que se teme. Sentimento é a união de pensamento e emoção, de fato, para experimentar um sentimento, precisamos ter uma ideia e uma emoção. Então, o sentimento “é a chave da oração, porque a criação responde ao mundo do sentimento humano.”
.              Então, primeiro é importante entender e estar ciente dos pensamentos e emoções representados por nossos sentimentos, porque às vezes expressamos pensamentos que fundamentam emoções diferentes do que afirmamos, e assim, acabamos por realizar efeitos indesejáveis, ou fazemos de formas que a nossa Oração não funcione. Os pensamentos, em si mesmos, podem transportar certas expectativas, permanecendo potenciais desejos, mas são inertes se não forem acompanhados pelo poder da emoção. Muitas vezes, porém, a emoção que acompanha um desejo, caminha na direção oposta ao nosso desejo, mas não somos conscientes.
                Se, por exemplo, desejo melhorar de saúde, sob o pensamento de melhora está introduzido o medo da doença, da pouca saúde que se tem, e essa emoção capacita exatamente o que se teme: a doença. Mesmo ao nível do pensamento, dizendo, “melhora”, implicitamente me focalizo em “não suficiente”, e se pensamos de não haver o suficiente, inconscientemente nos sentimos infelizes, ansiosos. Lembremo-nos das palavras do Evangelho: “Quem quiser, pois, salvar a sua vida, perdê-la-á.” Isso pode significar que, qualquer um que tenta se defender daquilo que pode prejudicar a sua vida, acaba focando a atenção justamente sobre o que se quer evitar, atraindo-o.
Nós estamos mergulhados na possibilidade da criação, um sentimento em forma de imagem, que é a parte da energia suficiente para desenvolver uma nova possibilidade. A chave deste sistema, no entanto, é que a criação restitui exatamente o que nossa imagem mostrou”. A imagem mostra a sopa de criação, onde colocamos a nossa atenção. A emoção que ligamos à imagem, atrai a possibilidade da manifestação desta imagem. Quando “nós não queremos algo – uma emoção baseada no medo . Nosso medo, na verdade, alimenta o que nós dizemos de não querer”.
                Até a Bíblia parece dizer que temos um poder desconhecido, e talvez, não por acaso, essa chave de leitura ”foi descoberta só em 1995, em um momento em que poderia haver uma consciência suficientemente alta entre as massas, que permite usar este poder. A humanidade desenvolveu uma nova consciência planetária, graças à força da tecnologia de oração em massa.

                "Deus" é puro amor, é energia e por ser energia, não morre, não desaparece, é imortal e está em todos os lugares. E como somos a imagem e semelhança de Deus, sabemos que somos energia e hoje podemos provar isso. Somos seres espirituais e não seres feitos de matéria. Vimos que, geneticamente, nosso DNA muda com as frequências que produzem nossos sentimentos, e que as frequências energéticas mais altas, que são as do "Amor", impactam no ambiente, de uma forma material, produzindo transformações não só em nosso DNA mas em todo o ambiente.
                Quanto mais leves nos tornamos, sem medos , sem culpas, mais adaptados estaremos para enfrentar o que possa acontecer em  nossas vidas. E podemos conduzir TODO o nosso planeta, mediante nossos pensamentos positivos em conjunto, para o melhor futuro possível.